Tenho estado desaparecido do Instagram. Sinto que precisava de uma pausa das redes sociais. Desinstalei as aplicações do telemóvel. E desapeguei-me de todas as que ainda consultava diariamente, libertando-me da subjugação do “algoritmo”. Julgava ser essa a solução. E, pese embora tenha sido uma experiência positiva, de certa forma também senti uma falta de interagir com uma comunidade tão dedicada à leitura como aquela do Instagram, da qual espero continuar a fazer parte.
Contudo, não senti saudades da pressão auto-imposta (será assim tão não-coagida quanto penso?) de sempre e constantemente ler mais, de tirar mais fotografias, de escrever mais, não por uma questão de exploração e realização pessoal, mas apenas para produzir conteúdo digno de ser partilhado.
Nos primeiros dias o silêncio pareceu ensurdecedor. A compulsão de verificar a rede, em busca de novidades, permanecia, mas sem notificações a reclamar a minha atenção, o tempo pareceu mais meu. Confesso que nunca li tanto e tão atentamente quanto nesta altura. É algo que eu agora não quero perder.
Mas talvez a questão não seja fugir das redes por completo, mas reaprender uma forma de estar nelas sem deixar que elas nos moldem, sem deixar de realizar a comunhão da partilha.
Por conseguinte, vou tentar regressar, se bem que de uma forma mais consciente, sem deixar que a rede domine por completo a minha atenção.








