Robert Jordan & Brandon Sanderson - A Memory of Light
“The wind rose high and free, to soar in an open sky with no clouds. It passed over a broken landscape scattered with corpses not yet buried. A landscape covered, at the same time, with celebrations. It tickled the branches of trees that had finally begun to put forth buds. The wind blew southward, through knotted forests, over shimmering plains and toward lands unexplored. This wind, it was not the ending. There are no endings, and never will be endings, to the turning of the Wheel of Time. But it was an ending.”
O final do último livro da saga de The Wheel of Time é uma experiência agridoce. Por um lado, estou feliz por ter completado a jornada de 14 livros, mas por outro sinto-me triste por me despedir de personagens que se tornaram verdadeiros companheiros. Assim sendo, em honra deste épico da literatura fantástica, quis reflectir sobre a viagem, mas sem revelar o apogeu final.
Este último livro transcende a narrativa da fantasia tradicional para se tornar um profundo tratado filosófico sobre a existência, o livre-arbítrio e a natureza do bem e do mal. A Roda do Tempo não é uma metáfora passiva, mas a entidade central que tece o destino do universo; a sua existência pressupõe um ciclo infinito de eras e de renascimentos. O Criador é a fonte desta realidade, uma figura distante que criou a Roda, mas que se ausentou, deixando que os acontecimentos ocorressem por si. Ao invés, o Dark One não é um deus oposto, mas sim a antítese da criação; o seu objectivo não é conquistar, mas sim aniquilar a Roda. Assim, a luta ocorre entre a existência e a não-existência.
O autor argumenta que o bem e o mal não são forças externas, mas sim escolhas internas. A Roda do Tempo representa o destino, mas a liberdade individual para lutar contra esse destino, ou para o aceitar e dar-lhe forma, é o cerne da narrativa.
A vitória da luz não é o fim do mal; é a afirmação de que, embora a escuridão continue a existir, através das suas escolhas a humanidade pode e deve continuar a lutar contra ela.
A mensagem final é uma de esperança: não na destruição por completo do mal, mas na capacidade de cada pessoa escolher a luz.